quinta-feira, 19 de julho de 2018

A copa do mundo o tesouro dos corações apaixonados por futebol.


Não precisa ser um grande matemático para avaliar a importância e o volume de pessoas no mundo que alteram suas rotinas para assistir aos jogos da Copa do Mundo.

São milhões e milhões de pessoas em todas as partes do globo que se mobilizam para torcer, vibrar, gritar, pular e festejar esse momento grandioso a cada quatro anos. É o evento mais esperado, sonhado e valioso para muitos, chega a ser quase sagrado para outros. Os investimentos dos comerciantes são muito altos, os lojistas apostam em ganhar o que não ganhariam em um ano de trabalho, enquanto os cidadãos compram todos os tipos de artefatos relacionados ao evento e aos seus ídolos.

Dos mais pobres aos mais endinheirados, todos consomem produtos relacionados a Copa do Mundo. Trocam suas TVS por outras maiores e mais sofisticadas para acompanhar por alguns dias seus jogos favoritos. Os governantes lucram com os “investimentos” superfaturados, coisa que todos já sabem.

Até crianças que pouco entendem do negócio são moldadas neste sistema, mesmo aqueles que pouco ou nem curtem o esporte, acabam aderindo ao momento, afinal é Copa do Mundo, temos que torcer por nosso país, apoiar nossos jogadores. Nossos Jogadores? Todos se unem em torno do campeonato. 

Trabalhadores, desempregados, empresários, mendigos, traficantes, policiais, assassinos, médicos, todos, literalmente todos, se unem em torno deste evento. 

É impressionante, mas a taça do mundo tornou-se um tesouro de grande valor, quase sagrado.

Enquanto isso nos bastidores, os corruptos, gatunos e alguns políticos aproveitam da distração do povo, especialmente no Brasil e ardilosamente correm para aprovar leis, barganhar as escondidas o destino da nação. Mas isso é quase nada, talvez o menos importante neste quadro. O Pior é saber e ver que o resto continua do mesmo jeito. A saúde falindo, a segurança quase não existe, os crimes continuam sem parar, mas povo, ah! O povo continua a gastar seu dinheirinho e tempo com poucas horas de prazer diante da tela.

A esperança de dias melhores é canalizada na seleção do país e nos jogadores que ganham seus milhões, mesmo perdendo o jogo, vão continuar a ganhar, enquanto nós aqui ficamos com a fatura para pagar.

Bem, não sou contra futebol, copa e o que quer seja, todos são livres para fazerem e serem aquilo que seus desejos desejam. Me parece que chegamos a perder de vista o que realmente é o mais importante para vida e que não é apenas por um breve momento.

O maior perigo, e, acredito ser o maior de todos, é que não conseguimos nos mobilizar tanto assim e acho que jamais vamos conseguir, para causas nobres. Brigamos quando aumenta a passagem do ônibus, mas não para mudar uma situação que afeta a todos igualmente.

Vamos às ruas quando se trata de questões políticas; vencidas estas questões, não saímos para nada mais. Esquecemos de tantas outras dores que o Brasil sofre e que poderíamos juntar forças e lutar, na paz é claro, para reivindicarmos melhorias urgentes. Mas não, isso fica para próxima Copa, aí sim vamos reunir a nação toda em volta de um time. Vamos em frente somos uma nação, juntos somos mais fortes, mas é só para a Copa, não confunda isso, por favor.

E a Igreja? Gostaria de nem comentar, mas não dá, simplesmente não dá.

As estatísticas dizem que somos milhões e quase a maioria de evangélicos no país, destes ainda, outros são de evangélicos  “não praticantes”.  Não sei se isso cabe, ser evangélico não praticante. Aff!  É cada uma.

Mas o ponto em questão é, dos evangélicos quantos são cristãos verdadeiros? Quantos de fato amam ao Senhor de todo seu coração e todo seu entendimento? Quantos dariam sua vida por Jesus? Acredito que bem poucos.

Muitos dos que se dizem evangélicos caem quando a menor dificuldade aparece, largam a “igreja”, mas não largam o trabalho, não largam o que desejam, não largam o pecado. Saem falando de tudo e todos. Mas quando o assunto é Copa, vamos festejar, mas quando o assunto é ter uma vida reta, opa! Espera aí irmão, você está indo longe demais, não é assim que Deus disse, afinal Deus é amor, Ele não vai mandar ninguém para inferno, calma aí, Ele sabe que somos feitos de carne, a carne é fraca sabe como é. Amanhã peço perdão a Deus e fica tudo certo.

É triste, mas estamos vivendo o tempo de apostasia descrito em 2 Tess 2.3, e isso é fato, simples assim.

Tem evangélicos militando a favor de causas que jamais Deus concordaria achando que está tudo bem, temos que nos contextualizar.

A música tida como Gospel é lamentável, a grande maioria pouco fala de Deus e sua obra, pouco exalta a Deus e o sacrífico na cruz, ou, quase nada. São letras com teor humanista, exaltam o ego, os sonhos, as lutas individuais. São músicas feitas para vender, ganhar dinheiro e produzir artistas e shows, mas não glorificam a Deus.

As pregações na mesma proporção da música, não falam sobre arrependimento, pecado, juízo e vida eterna. Tão pouco exortam as pessoas a buscarem a Deus enquanto podem, enquanto temos oportunidade e a porta ainda está aberta. Nada falam sobre o julgamento que virá sobre o mundo, não falam sobre a ira justa de Deus que é tão certa como a luz do sol.

Não falam que somos peregrinos neste mundo, nossa pátria não é aqui.
Vivemos como se nossa pátria fosse aqui e pior, como se nunca fossemos dar conta de como temos vivido nossa bela vida.

O próprio Senhor nos dá um alerta em Lucas 21;34-36 “Tende cuidado de vós mesmos, para que jamais vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as consequências da libertinagem, da embriaguez e das ansiedades desta vida terrena, e para que aquele Dia não se precipite sobre vós, de surpresa, como uma armadilha. Pois ele certamente virá sobre todos os que vivem na face de toda a terra.  Vigiai, portanto, em todo o tempo, orando, para que possais escapar de todos estes eventos que estão para acontecer, e apresentar-vos em pé diante do Filho do homem”. 
O Texto fala por si.

Os cuidados desta vida, a busca da realização pessoal a qualquer custo, a valorização do ego, a busca pelo corpo perfeito de seres imperfeitos, o envolvimento com causas das quais Deus nunca se envolveria, pensar nas coisas que são daqui da terra, tudo isso é loucura, é próprio daqueles que não tem Deus, nunca entregaram suas vidas verdadeiramente a Jesus. 

São pessoas dentro das igrejas, mas fora da igreja, do corpo vivo de Jesus. Sejam simples membros, sejam cantores, pastores, bispos, apóstolos, querubins e afins. Se vivem para si mesmos e nestas condições, serão pegos de surpresa.

Não importa quantas músicas você compôs, quantas pregações fez, quantas pessoas fez chorar com seus discursos. Nada disso tem valor, suas obras como palha serão queimadas.

É triste, caso você e eu vivamos desta forma, vivemos enganados e enganamo-nos a vida inteira, achando que somos salvos, mas os frutos apontam para outra direção.

Arrependamo-nos em quanto é dia, vivamos para Deus enquanto é possível. Usemos toda nossa energia e tempo para Deus. Troquemos as alegrias momentâneas desta vida por aquela que é eterna.

Quer mobilizar um país? Mobilize primeiro sua disposição para levar Deus a sério, mobilize-se para abandonar o pecado e viver intensamente para Deus. 

Fuja da amizade com mundo, torne-se amigo de Deus. Tiago 4:4Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus”.

A sujeição a Deus também é esquecida em alguns púlpitos e músicas, é condição primeira para conseguir resistir ao diabo, mas infelizmente hoje a ordem está invertida, primeiro querem resistir ao diabo sem sujeitar-se a Deus. É um desastre, pois o diabo não reconhecerá tal resistência de quem não anda com Deus em retidão.

Tiago 4:7-10 – “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.
Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações. Senti as vossas misérias, e lamentai e chorai; converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo em tristeza. Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará
”.

O que faremos com o tempo que Deus nosso Pai nos deu? Gastaremos com as coisas efêmeras, com os eventos, festas e afins ou nos entregaremos totalmente a Jesus?
O tempo está acabando, o relógio avança a cada dia, os sinais da vinda de Cristo estão por toda a parte nos dizendo “O juízo está se aproximando”.

Consegue ver que muita gente está dizendo a mesma coisa só por perceberem o que está acontecendo no mundo? Quantas pessoas você já ouviu dizer - estamos no fim dos tempos? Até não cristãos dizem isso. Filmes e novelas estão retratando este tema constantemente. As pedras estão falando.

Agora, portanto, temei ao SENHOR e servi-o com integridade e com sinceridade: lançai fora os deuses aos quais serviram os vossos antepassados do outro lado do Rio e no Egito, e servi de coração a Yahweh.  Porém, se não vos parece bem servir a Yahweh, escolhei agora a quem quereis servir: se as divindades às quais serviram vossos antepassados além do rio Eufrates, na terra da Mesopotâmia ou os deuses dos amorreus em cuja terra agora habitais. Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR!  Josué 24;14-15

Quem são os nossos deuses, os deuses de nossos pais nos dias atuais? É fácil listar, basta ver onde gastamos nossas energias, onde estamos direcionando nossa atenção, o que nos atrai com facilidade. Onde nossos olhos estão fixos. Os nossos desejos revelam aquilo que mais amamos e onde está o nosso coração. “Porque, onde estiver o teu tesouro, aí também estará o teu coração” Mateus 6;21.

Onde está o teu coração?

Por Mauricio Pereira do Carmo




quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Fundamentalismo Cristão


 Paulo Brasil
fundamentalismo cristao"Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos."
(Judas 1:3)
Num cenário onde todos se julgam capazes de opinar, e onde os conceitos seculares passaram a usufruir de prestígio junto às religiões humanas (catolicismo romano, espiritismo, evangelicalismo e demais), o Cristianismo Bíblico precisa apresentar (reestabelecer) seus verdadeiros conceitos, sob pena de ser confundido com as demais.

Esta argumentação não apresenta abordagem da formação histórica do fundamentalismo, sobre o que se opunha, quais os benefícios ou melefícios advindos dele.

O propósito é apresentar o que realmente é fundamentalismo cristão.

O QUE É FUNDAMENTALISMO CRISTÃO?

Não podemos responder sem que antes passemos a conhecer alguns conceitos de acordo com sua etimologia, afastando-nos dos valores seculares.

Fundamentalismo, em síntese, é a defesa, com convicção, dos ensinos cristãos que foram estabelecidos ao longo da história. Ao longo da história implica em tradição, tradicionalismo.

Necessário é entender que tradicionalismo, contrário ao que o nosso raciocínio nos leva a pensar, não é aquilo que se estabeleceu apenas pela persistente conveniência de alguns, ou ainda pelo hábito religioso de outros à parte da história. Pelo contrário...

TRADICIONALISMO é tudo que se perpetrou ao longo da história da fé cristã por meio da aplicação de ensino claro das Escrituras, portanto, com fundamento na história.

Assim, o tradicional tem fundamento, que são as Sagradas Escrituras.

FUNDAMENTALISMO é acreditar, viver e defender as verdades apresentadas pelas Escrituras.

Outra caracterítica associada ao fundamentalismo é o radicalismo.

RADICALISMO significa ter raízes. Não significa brutalidade ou falta de educação. Adequando-o ao nosso contexto, significa ser maduro, convicto.

Fundamentalista é aquele que crê que toda verdade (espiritual) está apenas nas Escrituras, e que não é demovido desta convicção. Mas que, para defendê-la, não faz uso da força, ofensas, etc. Tampouco acredita que sua argumentação logrará êxito sem a intervenção de Deus.

Em seu radicalismo, entende, sem dificuldades, que todos os demais têm direito às suas convicções, mesmo que as saiba falsas, inóquas.

E A ESCRITURA COM SUAS MÚLTIPLAS INTERPRETAÇÕES?
Mas como podemos saber qual é a verdade se as Escrituras têm várias interpretações?

Este argumento é próprio de quem nunca leu as Sagradas Letras. Quando o ouço, percebo na frase uma auto confissão de ignorância do assunto. É, rigorosamente, falta de argumento. Desconheço a experiência de abrir a Palavra com os representantes da frase. Sempre se esquivam, adicionando outros assuntos, ou comentários, para depois baterem em retirada.

Havendo uma única verdade, a seletividade dos pares para desenvolver ações cooperativas é uma exigência. O seu traço particular está na rejeição de ações cooperativas com pessoas ou grupos que estabeleçam seus valores sem submissão à verdade.

Isto não implica em inimizade, ofensas ou confrontos desnecessários, apenas na não-cooperação. Ocorre na separação de grupos ou pessoas que defendem posições contrárias às Santas Letras.

Fundamentalismo não se estabelece por meio de lutas ou perseguições, mas, simplesmente, pela não-cooperação em projetos que implicam na negação dos valores fundamentais da fé cristã.

EXIGÊNCIA FUNDAMENTALISTA
Para que tais atitudes sejam empreendidas, exige-se maturidade e, com ela, responsabilidade. Ambas, maturidade e responsabilidade, advêm do conhecimento (convicção) da verdade. É uma evidência de fundamentalismo.

FALSIDADE FUNDAMENTALISTA
Os apóstatas procuram tirar de sobre si as suas marcas, e correm para esconderem-se sob qualquer perfil religioso. Assim, é comum observarmos pessoas (muitas vezes sinceras) que saem em defesa de posições pretensamente fundamentalistas:

• Defender (até com ardor) apenas prática litúrgica;
• Pertencer a uma “elite espiritual”;
• Pertencer a uma igreja;
• Ardor interior, mas sem convicções;
• Isolar-se (de forma soberba) por nunca achar seus pares.

Há perigos na proposta fundamentalista quando não tem seu correspondente espiritual. Aquilo que deveria ser uma conduta responsável, acadêmica e espiritual, passa a ser uma defesa partidária em torno de grupos ou de ideias pessoais.

Muitos fazem “seu próprio fundamentalismo”, que nada mais é que uma expressão partidária. Seus defensores, em grande número, são tolerantes e, não poucas vezes, co-participantes do pecado de seus pares.

Há outros que se agridem, defendem-se, acusam-se, separam-se e unem-se movidos por um ideal meramente humano, sem a devida observação da Palavra do Senhor.

É a esta prática que chamam falsamente de fundamentalismo. Aquilo que deveria ser a defesa radical (conhecimento e prática) dos valores fundamentais da fé cristã, perdeu-se em seu radicalismo, separou-se da verdade, ficou vazio, sem conhecimento, sem averiguação, sem fundamentos.

CONCLUSÃO
O fundamentalismo, segundo o mundo, é retrógrado, brutal e sem conhecimento. Praticá-lo implica em fazer parte de grupos a serem evitados.

Pergunto:

Há outra forma de viver dignamente o Cristianismo?
Como não defendê-lo com convicção (radical)?
É uma forma de completarmos os sofrimentos do Senhor. É um privilégio dado pelo Senhor, nos permitir conhecê-lo, Sua verdade, e podermos vivê-la em mansidão.

É a pronta resposta para todo aquele que pedir a razão da esperança que há em nós. Sendo mandamento bíblico, devemos fazê-lo por meio de expressões espirituais: amor, longanimidade, benignidade, mansidão, domínio próprio.

Que o Senhor seja louvado.

A Ele honra, glória e louvor por toda eternidade.

Fonte: Através das Escrituras

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

A autoridade da Palavra de Deus

https://www.internautascristaos.com/textos/artigos/3-caracteristicas-da-pregacao-expositiva

3 características da pregação expositiva

 Artigos
 Albert Mohler Jr.
A pregação expositiva autêntica é marcada por três características distintas: autoridade, reverência e centralidade. A pregação expositiva é autoritativa porque se firma sobre a própria autoridade da Bíblia como a palavra de Deus. Tal pregação requer e reforça um senso de expectativa reverente por parte do povo de Deus. Por fim, a pregação expositiva demanda uma posição central na adoração cristã e é respeitada como o evento pelo qual a palavra viva de Deus fala com Seu povo.

Uma análise cuidadosa de nossa era contemporânea foi feita pelo sociólogo Richard Sennet, da Universidade de New York. Sennet nota que, em tempos passados, uma grande ansiedade da maioria das pessoas era a perda da autoridade governamental. Hoje a mesa virou, e as pessoas modernas ficam ansiosas por conta de qualquer autoridade sobre elas: “Agora tememos a influência da autoridade como uma ameaça a nossas liberdades, na família e na sociedade em geral”. Se as gerações anteriores temiam a ausência de autoridade, hoje vemos “um medo da autoridade, quando ela existe”.

Alguns especialistas em homilética sugerem que os pregadores deveriam simplesmente abraçar essa nova cosmovisão e desistir de afirmar terem uma mensagem autoritativa. Aqueles que perderam a confiança na autoridade da Bíblia como a palavra de Deus tem pouco a dizer e nenhuma autoridade em sua mensagem. Fred Craddock, uma das figuras mais influentes no pensamento homilético recente, descreve de forma pontual o pregador atual como “alguém sem autoridade”. O retrato que ele pinta dos predicados do pregador é assustador: “O velhos pregos e parafusos enferrujam no casco enquanto o ministro tenta guiar seu povo pelas águas pantanosas das relatividades e possibilidades”. “Não é mais possível ao pregador pressupor o reconhecimento geral de sua autoridade como clérigo, ou a autoridade de sua instituição, ou a autoridade da Escritura”, Craddock argumenta. Resumindo a situação do pregador pós-moderno, ele relata que o pregador “se questiona seriamente se deveria continuar provendo monólogos em um mundo dialógico”.

A questão óbvia a se fazer à análise de Craddock é essa: se não temos qualquer mensagem autoritativa, por que pregar? Sem autoridade, o pregador e a congregação estão envolvidos em uma perda de tempo massiva. A própria ideia de que a pregação pode ser transformada em um diálogo entre o púlpito e os bancos indica a confusão de nossa era.

Em contraste com isso está o tom de autoridade encontrado em qualquer pregação expositiva. Como Martyn Lloyd-Jones nota:

Qualquer estudo da história da igreja, e particularmente qualquer estudo dos grandes períodos de reavivamento, demonstra acima de tudo esse único fato: que a igreja cristã durante todos esses períodos falou com autoridade. A grande característica de todos os reavivamentos tem sido a autoridade do pregador. Parecia haver algo novo, extra e irresistível naquilo que ele declarava em nome de Deus.

O pregador se atreve a falar em nome de Deus. Ele sobe ao púlpito como um mordomo “dos mistérios de Deus” (1 Coríntios 4:1) e declara a verdade da palavra de Deus, proclama o poder dessa palavra, e aplica a palavra à vida. Esse é certamente um ato audacioso. Ninguém deveria sequer contemplar tal empreitada sem ter confiança absoluta em um chamado divino para pregar e na autoridade imaculada das Escrituras.

Em última análise, a autoridade suprema da pregação é a autoridade da Bíblia como palavra de Deus. Sem essa autoridade, o pregador está nu e calado perante a congregação e o mundo que o assiste. Se a Bíblia não é a palavra de Deus, o pregador está envolto em um ato de auto-ilusão ou pretensão profissional.

Permanecendo na autoridade da Escritura, o pregador declara uma verdade recebida, não uma mensagem inventada. O ofício do ensino não é um papel de aconselhamento baseado em experiência religiosa, mas uma função profética na qual Deus fala com seu povo.

A pregação expositiva também é marcada pela reverência. A congregação reunida perante Esdras e os outros pregadores demonstravam amor e reverência pela palavra de Deus (Neemias 8). Quando o livro era lido, o povo se levantava. Esse ato de se levantar revela o coração do povo e seu senso de expectativa conforme a palavra era lida e pregada.

A pregação expositiva requer uma atitude de reverência por parte da congregação. Pregação não é um diálogo, mas envolve pelo menos duas partes – o pregador e a congregação. O papel da congregação na pregação é de ouvir, receber e obedecer a palavra de Deus. Ao fazê-lo, a igreja demonstra reverência pela pregação e ensino da Bíblia e entende que o sermão traz a palavra de Cristo para perto da congregação. Isso é verdadeira adoração.

Por falta de reverência pela palavra de Deus, muitas congregações se veem em uma busca frenética por significado em sua adoração. Cristãos saem do culto perguntando uns aos outros: “você entendeu alguma coisa daquilo?”. Igrejas realizam pesquisas para medir as expectativas: vocês gostariam de mais música? De que tipo? E teatro? Nosso pregador é criativo o suficiente?

A pregação expositiva requer um conjunto de questões bem diferente. Eu vou obedecer a palavra de Deus? Como eu preciso moldar meu pensamento à Escritura? Como eu devo mudar meu comportamento para ser plenamente obediente à palavra? Essas questões revelam submissão à autoridade de Deus e reverência pela Bíblia como sua palavra.

De forma semelhante, o pregador deve demonstrar sua própria reverência pela palavra de Deus ao lidar de forma fiel e responsável com o texto. Ele não deve ser irreverente ou casual, muito menos desrespeitoso ou arrogante. Disso estamos certos, nenhuma congregação reverencia mais a Bíblia do que seu pregador.

Se a pregação expositiva é autoritativa, e se demanda reverência, ela também deve estar no centro da adoração cristã. Um culto propriamente direcionado para a honra e glória de Deus encontrará seu centro na leitura e pregação da palavra de Deus. A pregação expositiva não pode receber um papel secundário no ato da adoração – ela deve ser central.

Durante a Reforma, o propósito que movia Lutero era o de restaurar a pregação ao lugar apropriado na adoração cristã. Se referindo ao incidente entre Maria e Marta em Lucas 10, Lutero lembrou sua congregação e os estudantes sob ele que Jesus Cristo declarou que “uma só coisa” é necessária, a pregação da palavra (Lucas 10:42). Assim, a preocupação central de Lutero era de reformar a adoração nas igrejas ao reestabelecer nelas a centralidade da leitura e pregação da palavra.

A mesma reforma é necessária no evangelicalismo atual. A pregação expositiva deve mais uma vez ser central na vida da igreja e central na adoração cristã. No fim, a igreja não será julgada pelo Senhor pela qualidade de sua música, mas pela fidelidade de sua pregação.

Quando os evangélicos de hoje falam casualmente da distinção entre adoração e pregação (dizendo que a igreja vai desfrutar de uma oferta de música antes de acrescentar um pouquinho de pregação), estão acusando o golpe de sua falta de entendimento tanto de adoração quanto do ato da pregação. Adoração não é algo que fazemos antes de nos sentarmos para ouvir a palavra de Deus; é o ato pelo qual o povo de Deus dirige toda sua atenção para o único vivo e verdadeiro Deus que fala com eles e recebe seu louvor. Deus é louvado da forma mais bela quando seu povo ouve sua palavra, ama sua palavra e obedece sua palavra.

Assim como na Reforma, o corretivo mais importante para nossa deturpação da adoração (e defesa contra as demandas consumistas correntes) é o retorno correto da pregação expositiva e da leitura pública da palavra de Deus à primazia e centralidade na adoração. Apenas assim a “joia perdida” será verdadeiramente redescoberta.

Fonte: Reforma 21

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

O Natal dos humanos x o Natal de Deus

Comemoramos o Natal dando presentes uns aos outros, mas o aniversariante não é lembrado e sim o Papai Noel.
Comemoramos o Natal desejando votos uns aos outros, mas não dizemos nada para quem dá sentido ao Natal.
Comemoramos o Natal comendo e bebendo, e esquecemos que esse dia, não é comida nem bebida.

Fazemos festa, usamos vermelho, gastamos dinheiro, passamos a imagem de felizes e espiritualistas ou espirituais, de bondosos e amigos de todos.
Esse é o Natal dos humanos! Mas nada a ver com Deus e seu filho Jesus.

Se tivesse a ver, seria o ano todo festa a Deus!
Se tivesse a ver, seria o ano todo, perdão e misericórdia!
Se tivesse a ver, seria o ano todo, mãos estendidas e reconciliação!
Se tivesse a ver, teríamos Deus em nossos corações!
Se tivesse a ver, seriamos filhos de Deus, seriamos a imagem de Deus, Cartas vivas de Deus!

Nossos corações estão carregados de tantas coisas que olhamos ou ouvimos que é preciso uma festa no fim do ano para aliviarmos nossas consciências, pois o peso é grande.

Mas, haverá um Natal, o Natal de Deus! e Graças a Deus está muito perto.
Neste Natal não haverá choro, tristeza, amargura, ressentimento, rancor...
Neste Natal não haverá engano, mentira, indiferença, dor, sofrimento...

No Natal de Deus participarão aqueles cujos corações desejaram ardentemente esse Natal.
No Natal de Deus participarão aqueles que O temeram e respeitaram sua presença durante a vida.
No Natal de Deus participarão aqueles que trocaram suas roupas sujas por roupas limpas e conservaram a limpeza.
Pois Deus diz “Eis que venho em breve! ... e Eu retribuirei a cada um de acordo com o que fez.” Ap. 22-12 – NVI

Por: Mauricio Pereira do Carmo

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Qual é o culto que agrada a Deus?

          De tudo o que fazemos e pensamos quando nos referimos as coisas de Deus, todas as coisas que fazemos como sendo a obra de Deus, seja música, palavra, ensino, eventos e tudo mais.
Todas essas coisas são boas, são produtivas, geram frutos e nos dão certa alegria e prazer, principalmente quando temos a convicção de que estamos com tudo isso, fazendo a obra de Deus.
          Deus está contente com isso que fazemos, veja quanta coisa boa fizemos para Deus...
          De fato, todas as coisas que fazemos para a Glória de Deus devem ser boas mesmo, precisam ser, senão, não fará sentido algum. Será como sino que retine e logo seu som se vai.
          Nós homens buscamos preencher o vácuo interior com os barulhos externos, ficamos satisfeitos e achamos que tudo está bem.
          Mas, será que realmente estamos no caminho certo? tudo que fazemos é realmente para agradar a Deus ou aplacar nosso coração desesperado pela presença real de Deus? Já que parece difícil vermos ou sabermos que em algum lugar Deus desceu de fato.
           Será que aquilo que chamamos de culto a Deus, realmente agrada a Deus? toda nossa liturgia e regras, horários para tudo, dentro de um período que separamos, o qual chamamos culto, toda esse formato, e, cada uma tem uma diferente da outra, tudo isso é o que Deus deseja de fato?
           Se olharmos atentamente para a palavra viva veremos que não! Todas essas manias que temos de inventar eventos, formas, jeitos e regras, são nossas.
           Qual o culto que agrada a Deus? Corações quebrantados, arrependidos, cheios de tristeza pelos pecados, desejando ardentemente que Deus entre em suas vidas e transforme tudo.
            Qual o culto que agrada a Deus? Homens e mulheres, jovens, crianças e velhos com fome, muita fome de Deus, tanta fome que preferem deixar de FAZER qualquer coisa para Deus, a menos que Ele diga para fazer, Pregadores que não preguem enquanto Deus não falar. Cantores que não cantem enquanto não ouvirem o som da voz de Deus, enquanto não perceberem a presença santa Dele. Pessoas que não se atrevam a levantar um dedo, antes de terem a convicção do Espirito Santo de que maneira devem fazer. Fome de Deus, não de musicas novas, não de pregações novas, novos ensinos, novas manias,mas de Deus, apenas Deus. Deus se agrada destas coisas e outras tantas.
            Peguei essa mania de perguntar! Deus é isso mesmo o que deseja? isso te agrada? normalmente o que tem acontecido é eu ficar em silêncio, esperando, faminto por ouvir Sua voz e mais nada. Algumas respostas são interessantes. Fique quieto, guarde para você, não é hora, deixe comigo, estou vendo, fique calado, não leve em conta, não é o momento...
            Qual o culto que agrada a Deus? Um coração faminto pela Sua presença e nada mais.            Adoradores que O querem pelo que é não pelo o que pode fazer.

A JANELA DE OVERTON

Muito boa a explicação sobre a Janela de Overton, acesse o link abaixo:
http://www.internautascristaos.com/videos/politica/janela-de-overton


MANIFESTO PELO RETORNO AO CRISTO: Um Clamor contra os Abusos, a Alienação e a Profanação da Fé

MANIFESTO PELO RETORNO AO CRISTO: Um Clamor contra os Abusos, a Alienação e a Profanação da Fé "Apascenta as minhas ovelhas." —...