sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Carta aberta do Pr. Enoque Lima sobre o escândalo do Bispo Manoel Ferreira envolvendo o Rev. Moon

A omissão é fruto da covardia, medo e cumplicidade com o erro.


Desejo esclarecer as eventuais duvidas e explicar o uso de minhas atribuições como ministro do evangelho no exposto e comentado “Caso Moon Ferreira” na internet. Meu papel, em qualquer situação, é relatar os fatos que estão ao alcance de nossos olhos e revelar tudo que é de interesse público e da igreja, mas permanece escondido. Nossa mente vai rejeitar aquilo que não entendemos ou não compreendemos e DEUS não tem obrigação de nos explicar tudo, nem nós podemos nos cobrar saber de tudo, o que não podemos ser é omissos quanto à verdade dos fatos. Por isso realizei uma profunda pesquisa sobre o assunto, encontrei fatos estranhos que de imediato nos parece apostasia e heresia.

O denominado “Caso Moon Ferreira” que por mim foi exposto na Internet (youtube), se refere a vídeos com a pessoa do bispo Manoel Ferreira e seu envolvimento com a seita da Unificação e o Reverendo Moon. Os vídeos do “Caso Moon Ferreira 2010 bispo na Coréia” são as provas da associação entre o líder principal da Assembléia de Deus Ministério Madureira e presidente da CONAMAD, bispo Manoel Ferreira, e o reverendo Moon, líder da seita "Igreja da Unificação", da Coréia do Sul. Os vídeos foram editados e postados por mim, pastor Enoque Lima, da AD Madureira Goiás.

No vídeo “Caso Moon Ferreira 2010”, o bispo Manoel Ferreira aparece em alguns eventos relacionados à seita, e confere a benção em uma cerimônia religiosa (casamento místico espiritual) na igreja do reverendo Moon, em sua sede mundial na Coréia do Sul. Ao contrário do que possa parecer, este não é um evento ordinário na liturgia do grupo, mas um dos eventos mais importantes para os membros da seita, pois é através do casamento místico e espiritual que os fiéis se tornam filhos espirituais do reverendo Moon. A Igreja da Unificação é uma seita fundada por Sun Myung Moon, o qual teria nascido para completar a salvação dos homens, sendo ele mesmo a concretização da segunda vinda de Cristo. Em síntese, o grupo afirma que Jesus fracassou em sua primeira vinda e cabe ao reverendo Moon completar sua missão, redimindo a humanidade. De acordo com a teologia do Moonismo, o destino final dos homens é serem casados e terem uma família perfeita. Isso porém não pode atualmente se realizar por que Jesus falhou, e assim não executou a salvação completa. (Veja vídeo aqui: http://www.youtube.com/watch?v=WjAV6CUQVaE )


A associação do bispo Manoel Ferreira com o reverendo Moon é injustificável perante a bíblia e o estatuto da Convenção a que pertencemos. "Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos?" [2 Coríntios 6:14-18].

ESTATUTO DA CONAMAD:

CAPÍTULO IV, Subseção II, DOS DEVERES DO MEMBRO, Art. 12.

Dos deveres do membro da CONAMAD:

Parágrafo XIII. Rejeitar movimentos ecumênicos discrepantes...

Na subseção III DAS VEDAÇÕES DO MEMBRO Art. 13.

É vedado ao membro da CONAMAD:

Parágrafo III. Vincular-se a qualquer tipo de sociedade secreta;

Parágrafo IV. Vincular-se a movimento de cunho ecumênico...

Não posso descumprir as normas estatutárias que deixam claro ao membro: “não participar de movimento de cunho ecumênico, devendo rejeitá-lo”.

As menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, fiz a respeito da doutrina, das crenças da igreja da Unificação, do bispo Manoel, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

Na proteção legal de meu oficio ministerial é importante esclarecer que em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercito-me das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de meu oficio ministerial também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença".

É conhecido o zelo e o cuidado da Assembléia de Deus Ministério de Madureira a respeito de sua relação com outras entidades religiosas, e isto é louvável, assim também procedo primando pela boa convivência entre as religiões, agora, uma analise bíblica com pesquisas serias, com provas em vídeos irrefutáveis, que demonstram a situação espiritual de nosso maior líder, ate mesmo de nossa denominação não pode ser taxada de extremismo religioso ou desvalorizada sem uma análise e investigação mínima realizada pela entidade competente neste caso a COANAMAD- GO, ou devemos nos calar?

O “Caso Moon Ferreira” não trata de mero denuncismo, mas de provas cabais de que o bispo Manoel Ferreira apostatou da fé e está dando ouvidos a doutrinas de demônios. Assim sendo, penso que não resta outra opção a nós pastores da Assembléia de Deus - Ministério Madureira, do que a oposição aberta ao bispo Manoel Ferreira e sua exclusão por apostasia. Omitir-se em uma situação como esta significa ser conivente com sua apostasia, a qual vem manchando não só a integridade do bispo, mas da nossa querida denominação.

Apesar de todas as evidencias com provas irrefutáveis (vídeos “Caso Moon Ferreira”), até o presente momento não houve nem uma manifestação publica de minha denominação. O que impede a manifestação publica da liderança das Assembléia de Deus Madureira? Deveria no mínimo apresentar uma nota de repudio e esclarecimento, providenciando o afastamento do bispo da presidência nacional da Convenção Nacional (CONAMAD). O Bispo não mantém o monopólio da AD Madureira, apesar de usar seu nome e sua estrutura nos eventos do rev. Moon. Quem pagou a viagem para a Coréia 2010? Teríamos que ser surdo, mudo e cego para não saber que qualquer evento patrocinado pelo rev. Moon envolve influência satânica e a presença do sistema da Nova Ordem Mundial.

Esta não é uma batalha de argumentos, mas uma guerra espiritual, se fosse de argumentos já teríamos vencido. Por isso abri mão de confortos e “privilégios pastorais”, tudo para que a batalha nas regiões celestiais seja ganha. Por vezes, contorço-me em agonia por causa da Igreja. Meu fervor, e tanta agonia de alma, resultam em lágrimas. Reconheço minhas incapacidades, mas não posso calar-me. O alinhamento da igreja a que pertenço através de seu líder, é infernal e altamente sedutor, pois esta ocorrendo uma transformação de atitudes e valores cristãos em nossa base doutrinaria, e em nosso credo.

I Tm 4.1 “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios”.

2 Pe 2.1 “Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.”

Quando minimizamos a santa Palavra de Deus e suas instruções, cegamos a nós mesmos. Quando rejeitamos as instruções bíblicas, considerando-as "doutrinas" fora de moda, tornamo-nos vulneráveis aos enganos que desviam a base do nosso pensamento de suas verdades imutáveis para as fábulas e ilusões. Em outras palavras, o bispo Manoel Ferreira e o rev. Moon estão se tornando parceiros na atual experiência de salvação e na visão de mundo para a criação de uma sociedade global unificada. Não podemos nos conformar com o sistema da unificação e da paz global sem Cristo. Nem podemos usar as teologias do rev. Moon (disfarçadas com termos e frases bíblicas) sem deturparmos a Palavra de Deus e voltarmos as costas para Jesus Cristo, nossa única fonte verdadeira de unidade e salvação.

É minha intenção maior com a exposição do “Caso Moon Ferreira” trazer as pessoas para uma caminhada mais íntima com o Jesus Cristo revelado nas Escrituras e acredito que isso requer que o verdadeiro cristão se afaste desse perigoso movimento herético. Há um único fundamento sobre o qual nossas igrejas devem estar construídas; esse fundamento é a Rocha, Jesus Cristo, nosso firme fundamento:

"Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo." [1 Coríntios 3:11].

"Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo, e nada sabe... aparta-te dos tais." [1 Timóteo 6:3, 5]

Fonte: http://www.juliosevero.com/

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Pressão de evangélicos não é por fé, mas por poder...


Destaco trechos que merecem nossa atenção:

Fonte:Terra


Dayanne Sousa

A pressão de setores religiosos - principalmente evangélicos - sobre uma definição contra o aborto da campanha da presidenciável Dilma Rousseff (PT) não tem motivação religiosa, mas é uma forma de barganhar por poder, avalia a cientista Maria das Dores Campos Machado. Ela destaca que, neste segundo turno presidencial - nem Dilma, nem José Serra (PSDB) têm perfil religioso. Para ela, qualquer um dos dois tem chances de ganhar o apoio desses grupos por negociação.

- Eu percebo que existe um pragmatismo muito grande nos grupos religiosos. Eles sabem que estão lidando com dois candidatos que não são religiosos.

Para a pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os pastores viram na polêmica uma chance de se estabelecerem na política.

- É um jogo e o que estas lideranças querem mostrar é que estão sendo reconhecidas.

Autora dos livros "Os Votos de Deus" e "Política e Religião", Maria das Dores é diretora de um núcleo de estudos sobre religião e política. Em entrevista a Terra Magazine, ela critica o uso da discussão em torno da descriminalização do aborto nas eleições. "O fato de isso aparecer na eleição, mostra como o debate na sociedade é incipiente". "Esse tema está sendo usado na eleição porque a sociedade não tem uma posição clara".

Leia a entrevista na íntegra.

Terra Magazine - O que a senhora está achando do fato de os votos dos religiosos entrarem no centro dessa disputa pelo segundo turno? A questão do aborto, principalmente, está se tornando crucial para os presidenciáveis.

Maria das Dores Campos Machado - A religião sempre teve uma dimensão muito importante na cultura brasileira e aparece sempre em momentos importantes das eleições. Nos últimos anos, o movimento feminista conquistou alguns avanços junto ao Poder Executivo, há a questão do Plano Nacional de Direitos Humanos. Isso expressava um certo avanço dos setores mais progressistas do governo. O que há é uma reação dos grupos conservadores. Você não tem nenhum grupo religioso com uma única posição com relação às candidaturas que estão representadas agora. Tanto os evangélicos como os católicos estão divididos. Eles também percebem que a própria candidatura de José Serra também tem mais afinidade com posturas mais liberais. Ele já foi ministro da Saúde, tem medidas que facilitaram a contracepção de emergência.

Como é essa divisão?

No caso de Serra, os contatos que ele mantém são muito mais graças ao Geraldo Alckmin, que é um católico mais conservador, e alguns movimentos de renovação carismática muito ligados ao Geraldo Alckmin no interior de São Paulo. No caso de Dilma, a candidatura dela tem o apoio tanto do bispo Edir Macedo (líder da Igreja Universal) como do bispo Manoel Ferreira, que é uma grande liderança da Assembleia de Deus. Mas há uma grande resistência de grupos mais conservadores e grupos que não conseguem estabelecer um canal direto com as grandes candidaturas. Não se pode esquecer que os evangélicos têm um caráter muito pragmático. Eles sabem estabelecer uma separação entre o que é do mundo legislativo e o que é essa doutrina religiosa. Nesse sentido, eu acho que existe possibilidade de os dois candidatos conquistarem apoio desses grupos para além da visão ideológica ou da visão mais doutrinária de ser contra ou a favor do aborto. Eles sabem muito bem que eles estão lidando com dois atores políticos que não são religiosos, mas que podem dialogar com suas lideranças e podem dar um tratamento de ouvir mais essas lideranças na maneira de encaminhar o debate do aborto.

Mas essa possibilidade de negociar com os dois lados independe, então, da questão religiosa em si?

Eu percebo que existe um pragmatismo muito grande nos grupos religiosos. Até o final dos anos 90, o Lula era visto como um representante do "demônio" por vários pastores. Os pastores diziam que o Lula era Endemoniado. Eu lembro que, na campanha em que o Lula foi vitorioso, o bispo Carlos Rodrigues disse: Nós criamos o veneno - que era considerar o Lula um demônio - nós vamos criar o antídoto. Existe por parte das lideranças certo pragmatismo. Uma vez convencidos de que as alianças políticas podem ser proveitosas para os seus grupos, eles podem rever toda a posição.

Mas esse apoio não iria, neste caso, ao candidato que se comprometesse a não descriminalizar o aborto?

Sim. O que eu estou querendo dizer é que esse tipo de intervenção - como o do pastor Malafaia (que declarou voto em Serra) - é criado em função de entenderem que eles estariam tendo uma maior capacidade de influência junto à Dilma ou ao Serra. Eu acho que há um pragmatismo aí por trás. Eu acredito que o pastor Silas Malafaia, quando declara o seu voto, ele é uma pessoa que faz a opinião pública. É um caráter extremamente pragmático. Eu acho que ele está aí tentando se cacifar no jogo da política. Ele não é só um ator religioso. Tem aí também um jogo das lideranças religiosas no sentido de serem reconhecidas enquanto atores políticos, atores que vão estabelecer uma série de acordos e vão ter acesso ao cenário político. A questão doutrinária é colocada na mesa para negociar ou para forçar um reconhecimento enquanto ator político.

Colocar essa questão do aborto às vésperas da eleição é uma ação eleitoreira? Em especial, o questionamento direto feito à postura da candidata Dilma por ela não ter se definido sobre o tema.

Existem coisas que acontecem dentro das igrejas. E existem coisas que, da Igreja, são levadas para a mídia. Que a mídia tem mais simpatia pela candidatura do Serra, isso é inegável. Mas, por exemplo, o Silas Malafaia está distribuindo CDs e DVDs contra o aborto. O que é curioso é que, por exemplo, não houve uma discussão em torno da homofobia - que também é um tema difícil. Por quê? Porque os homossexuais têm uma mobilização dentro da sociedade, então eles conseguem dar uma resposta de pronto, acionando a Justiça. Eles têm uma capacidade de mobilização muito maior que o movimento a favor do aborto. No caso dos homossexuais, por mais que os líderes religiosos sejam contra, eles não conseguem interferir nesse debate e nem trazer isso para o momento eleitoral. São temas que estão sendo usados porque a sociedade civil brasileira ainda não tem uma posição clara com relação ao aborto. Então, permitiu que esse tema fosse usado dessa forma.

Link: http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4721195-EI6578,00-Analista+Pressao+de+evangelicos+nao+e+por+fe+mas+por+poder.html



Aos verdadeiros filhos de Deus.


Estamos nos aproximando de uma batalha sem precedentes na história da igreja de Jesus Cristo, o que está em jogo são os valores e princípios fundamentais do cristianismo bíblico.

O Aborto é uma das questões que agora o PT quer tirar da pauta, pois perceberam que o tema pode levá-los a derrota nas eleições.

Estão correndo atrás do prejuízo entrando no meio evangélico para dizer que foram vitimas de boatos maldosos, que foram pintados de monstros ou coisa assim.

Mas quero lembrar a todos os cristãos verdadeiros que a questão não é o aborto, temos ainda outro assunto igualmente abominável os olhos de Deus, a lei da mordaça gay.

Sob mascara da homofobia estamos correndo o risco de perdermos nossa liberdade de expressão, querem empurrar garganta abaixo que a única classe que deve ser respeitada sob pena de prisão, é a classe dos homossexuais e afins, e o resto da população como fica? Que direito tem? Só um, calar-se.

Parece-me que a estratégia de tirar da pauta a questão do aborto, em outras palavras, “deixar engavetado até a poeira baixar” o PT e todos os que estão por trás disso tudo, estarão na verdade, desviando os olhares da igreja sob a questão da união gay e todo lixo que virá depois disso. Assim elegendo-se novamente, estas questões vão ser trabalhadas com mais força, pois o povo deu seu aval, inclusive os “evangélicos” pior ainda, seus lideres.

Faço um apelo aos cristãos verdadeiros, “Oremos e façamos nossa parte, pois nossa luta não é contra carne e sangue, mas estamos no mundo para ser luz e sal.”

Que Deus abençoe a todos.