quinta-feira, 16 de julho de 2009

A Era das Estrelas Gospel está chegando ao fim!


Não sou saudosista. Mas devo admitir que foi-se o tempo em que o púlpito não era palco nem palanque, e a congregação não era platéia, nem tampouco o pastor era considerado um showman. Foi-se o tempo em que cantores que se dedicavam a louvar a Deus não tinham fã clube, e nem sabiam o que significa tietagem após sua apresentação. Mesmo porque, não havia performance, e sim, culto. Todos os holofotes eram voltados para Deus. E os únicos aplausos que esperava ouvir vinham dos céus. O sonho de conquistar o mundo para Cristo foi substituído pelo sonho de tornar-se num mega-star gospel. O dinheiro antes investido para enviar missionários para o campo, agora é usado na construção de suntuosas catedrais, com suas cadeiras acolchoadas, para oferecer conforto à crentes almofadinhas. Mas tudo isso está prestes a acabar. O mercado gospel está ficando saturado. Ninguém suporta mais patrocinar os projetos megalomaníacos dessas estrelas. Cada vez mais, os cristãos estão se conscientizando de que seu papel não é o de manter esta indústria religiosa, que se apresenta como ministérios, e sim, de trabalhar pela transformação do mundo. Chega de fogueiras santas! Chega de fogueiras de vaidade! Chega de estratégias evangelísticas mirabulantes. Que o importante seja o que é certo, e não o que dá certo. Chega de busca por títulos e fama. Que se busque servir em vez de ser servido. Voltemos ao velho e bom Evangelho, sem invencionices. Voltemos ao discipulado, sem a pressão pela multiplicação. Deixemos que Ele acrescente em número, enquanto nós focamos a qualidade de nossa vivência cristã. E que os milagres aconteçam em ambientes domésticos e seculares, no dia-a-dia, e não a granel, no atacado, como tem sido anunciado nos programas neo-pentecostais. Está chegando o tempo em que o Evangelho será espalhado por toda a Terra, não através de eventos extraordinários, marchas, cruzadas, mas através de gente anônima, ilustres desconhecidos, que ofuscarão o brilho daqueles que se acham indispensáveis na expansão do Reino de Deus, e isso, sem chamar a atenção para si. Pronto! Falei! Estava entalado...
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Uma coisa é verdade, tem muita gente no meio cristão que já percebeu isso, falo dos cristãos verdadeiros.
Enquanto olhamos as construções das catedrais, mega-igrejas, mega-bandas, mega-pastores etc.
uma multidão está deixando de crer que Deus as ama de verdade.
O povo tem sido "convidado" a manter prédios, equipamentos e uma parafernália de equipamentos de som e imagem, tudo em nome do pseudo-evangelho.
Enquanto isso, missionários sem sustento, sem amparo adoecem nos campos de batalha.
Se analisarmos, isso dá pano pra muita manga...
comentário: Mauricio
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