sexta-feira, 31 de outubro de 2008

A qualidade da nossa adoração

LEVÍTICO cap. 10; Vers 1 a 3

“Ora, Nadabe, e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário e, pondo neles fogo e sobre ele deitando incenso, ofereceram fogo estranho perante o Senhor, o que ele não lhes ordenara”.
“Então saiu fogo de diante do Senhor, e os devorou; e morreram perante o Senhor”.
“... Serei santificado naqueles que se chegarem a mim, e serei glorificado diante de todo o povo.”

Quando nos reunimos para adoração, temos o costume de ir com o pensamento em vários lugares e coisas, pensamos nas contas, no trabalho, nos estudos, pensamos até na forma de como vamos “fazer” o culto, como vamos tocar, cantar, ministrar, pregar e ensinar.
Achamos que o que fazemos, será bem aceito pelo Pai, afinal fazemos para Ele, então Ele deve aceitar não é mesmo?

É estranho ver que nos minutos que antecedem a adoração, o culto, e por vezes, durante esse período, existe um falatório desenfreado, conversas fora de hora, risadas, brincadeiras, tititis etc. Lembramos de assuntos no meio da adoração, falamos o tempo todo e mal ouvimos o que cantamos, não percebemos as declarações que fazemos.

Fazemos do momento da adoração, um point, revemos os amigos, colocamos assuntos em dia, falamos da vida dos outros.
É claro que o encontro com os irmãos faz parte da vida em comum, mas cada coisa no seu lugar.

Geralmente, os que têm esse costume, voltam para casa falando alguma coisa negativa sobre o culto do tipo; não gostei do louvor, a pregação dava sono, o ventilador estava com defeito, teve muita oração, afinal culto de domingo não é culto de oração, e por ai vai.

A atitude dos filhos de Deus deveria ser diferente, oposta a tudo isso.

Entramos na presença de Deus, (aliás estamos o tempo todo na presença Dele), para oferecer o melhor que temos, pois Ele é digno de toda adoração, todo louvor e honra. Quando temos atitudes como às mencionadas, desonramos ao Pai, desonramos o sacrifício do sangue derramado, entristecemos o Espírito Santo, que deseja trabalhar em nós e nos fazer canal de benção.

Corremos o risco de oferecermos fogo entranho no altar, de sermos rejeitados Pelo Pai, não pelo o que somos, mas o que fazemos e como fazemos.

Em Levíticos 10 vers. 1 a 3, nos dá uma visão da conseqüência de se oferecer a Deus fogo estranho, principalmente se Deus não mandou fazer aquilo, ou se não fomos chamados para tal tarefa, ou fazemos porque alguém fez e funcionou tão bem.

“Ora, Nadabe, e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário e, pondo neles fogo e sobre ele deitando incenso, ofereceram fogo estranho perante o Senhor, o que ele não lhes ordenara”.
“Então saiu fogo de diante do Senhor, e os devorou; e morreram perante o Senhor”.
“...Serei santificado naqueles que se chegarem a mim, e serei glorificado diante de todo o povo”

Deus será glorificado quando nos achegarmos a Ele, em santidade, verdade, humildade e quebrantamento, reconhecendo que nada do que fizermos, será bom o suficiente.
“chegarem a mim”, fala de intimidade, o que me parece neste texto que não era a condição primeira dos filhos de Arão.


No texto de Eclesiastes 5 vers 1 a 3, temos recomendações de como se achegar a Deus.

- Guardar-se quando for à casa de Deus (entenda-se por presença de Deus)
- Melhor chegar-se para ouvir
- Não se apresse a pronunciar palavra alguma na presença do Senhor

Esse texto ficou guardado em meu coração; será que tenho agido desta forma? tem sido minha pergunta ao Pai.
Minha oração é para que Deus me livre desta forma de culto, deste estilo de vida sem reverência, sem temor e cuidado.
Que Ele nos use para influenciarmos positivamente e corretamente todos quantos pudermos.
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