quinta-feira, 12 de junho de 2008

Meu Pai

Meu Pai

Quando eu tinha 7 anos,
Você era o meu herói, sabia tudo.
Quando eu tinha 12 anos,
Você era legal, sabia algumas coisas.
Quando eu tinha 17 anos,
Você precisava reciclar, evoluir um pouco.
Quando tinha 22 anos,
Você não tinha nada haver comigo, não me entendia.
Quando tinha 26 anos,
Você não estava com nada, estava completamente por fora.
Aos 35 anos, verifiquei que você tinha razão em algumas coisas.
Aos 45 anos, notei que você conhecia bem a vida.
Aos 55 anos, percebi que durante sua vida você me havia ensinado muitas coisas.
Aos 70 anos, descobri que você, meu pai, era um sábio.
Que pena ter descoberto isto tão tarde!
Eu poderia ter vivido bem melhor se o tivesse entendido e compreendido bem antes!
Talvez eu consiga ensinar isto para meus filhos e netos.

Pr. Brandoles

MÃES e PAIS MAUS - (Dr. Carlos Hecktheuer - Médico Psiquiatra)

Um dia quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entenderem a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes: "Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão”.

Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.

Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono: - Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar.

Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.

Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.

Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.

Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em momentos até odiaram).

Essas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci. Porque no final, vocês venceram também!

E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entenderem a lógica que motiva os pais e as mães, quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão dizer: - Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo...

As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos e torradas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. E eles nos obrigavam a jantar à mesa, bem diferente das outras mães que deixavam seus filhos comerem vendo televisão.

Eles insistiam em saber onde estávamos a toda hora (tocava nosso celular de madrugada e fuçava nos nossos e-mails). Era quase uma prisão. Mamãe & Papai tinham que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistia que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos.

Nós tínhamos vergonha de admitir, mas eles violavam as leis do trabalho infantil. Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruéis. Eu acho que eles nem dormiam à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer.

Eles insistiam sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, eles conseguiam até ler os nossos pensamentos.

A nossa vida era mesmo chata. Eles não deixavam os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos, tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer. Enquanto todos podiam voltar tarde à noite, com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela (e) chata (o) levantava para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar).

Por causa de nossos pais, nós perdemos imensas experiências na adolescência: - Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime. Foi tudo por causa deles.

Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos pais maus, como meus pais foram.



"EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE: - NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES & PAIS MAUS".



(Dr. Carlos Hecktheuer - Médico Psiquiatra)

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Um coração de adorador

Meditando esses dias que fiquei em casa devido a conjuntivite, um pensamento dominou minha mente, o ter um coração de adorador, mente de adorador, espírito de adorador e atitudes de um adorador.
O que atrai a presença do Pai é nosso coração manso e desprendido, não há como ser adorador sem ser manso de espírito, e manso significa reconhecimento de que sem Ele nada somos e nada do que fizermos tem valor se Ele não for o centro, é ter a consciência de que Deus olha para o nosso coração. É interessante, quando tocamos ou cantamos, tentamos fazer o melhor, o que é bom, porém se não estivermos atentos acabamos nos tornando muito técnicos, esquecemos que Deus tem interesse primeiro no louvor que sai de dentro nosso coração, é lá que Ele olha primeiro quando ministramos, é de lá que sai o som que Deus quer ouvir de seus filhos, antes de chegar aos lábios ou nos instrumentos, Deus ouve os acordes e melodia do coração.
Quando estamos no templo, devemos lembrar de um fato, que só existimos para glorificar aquele para quem o templo existe, o lugar em si nada é sem o responsável pela existência do lugar. Corremos o risco de esquecer o motivo pelo qual entramos pelas portas da igreja, caímos na rotina e achamos tudo normal, e Jesus fica esquecido.
Um adorador que atrai a presença do Pai, que deseja se entregar mais a cada dia, que espera ouvir a doce voz do Pai ansiosamente.

Meu desejo e oração nestes dias são de ter um coração de adorador que refletirá nas demais áreas da vida, atraindo a presença de Deus em cada passo do caminhar.